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11/02/2025

Segurança de dados é prioridade crítica para 73% das startups no país

Na semana que marca o Dia Internacional da Proteção de Dados, 28 de janeiro, a segurança de dados é apontada como prioridade crítica para 73% das startups no Brasil. A informação é um dos resultados da pesquisa “O rumo das startups no Brasil: o impacto da cibersegurança, inteligência artificial e computação em nuvem”. Conduzida pela Akamai Technologies e Innovation Latam, ela pontua os principais desafios enfrentados pelas startups no Brasil e as estratégias adotadas para garantir competitividade e sustentabilidade no mercado atual, trazendo insights estratégicos relevantes para os membros do Web Security Hub.



O estudo, realizado entre julho e setembro de 2024, contou com a participação de 138 startups de diversos setores e em diferentes fases de desenvolvimento, sendo 28% das startups entrevistadas pertencentes ao setor de tecnologia, seguidas pela área da educação (15%) e da saúde/farmacêutica (14%). Entre as entrevistadas, 67% reportaram uma receita de até R$ 500 mil e apenas 12% conseguiram ultrapassar a marca de R$ 5 milhões.


Acompanhe um resumo dos principais resultados!


Prioridades


Com o objetivo de compreender melhor o cenário transformador em que as startups brasileiras operam, marcado por rápidas inovações tecnológicas e pela necessidade constante de adaptação às mudanças de mercado, a pesquisa destacou que a segurança de dados é uma prioridade crítica para 73% das startups, que identificam a prevenção de violações de informações como uma das maiores preocupações. A conformidade com requisitos regulatórios (42%) e a manutenção da reputação e bom relacionamento com clientes (41%) também se destacam como prioridades quando o tema é a cibersegurança.


Ataques: Embora a maioria das empresas não tenha sido alvo de ataques recentemente, 14% dos entrevistados expressaram incerteza sobre a segurança de suas operações. Entre as startups que sofreram ataques, os tipos de golpes mais comuns incluem ataque de bots (31%), ransomware (25%) e roubo de credenciais (25%).


Apesar dessa conscientização, apenas 35% dessas empresas utilizam criptografia e ferramentas seguras, evidenciando uma significativa lacuna entre a percepção de risco e a implementação de medidas de proteção adequadas.


Conformidade regulatória: Já a conformidade com regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), apresenta desafios adicionais para as startups brasileiras: 31% dos entrevistados indicaram estar moderadamente familiarizados com as diretrizes da LGPD, enquanto 13% relataram uma necessidade significativa de melhorias.


O relatório alerta que, para enfrentar esses desafios, “é necessário priorizar a formação e a conscientização em torno da conformidade regulatória e adotar políticas robustas de proteção de dados”.



Tendências


A pesquisa propôs ainda um olhar para o futuro e identificou que as startups estão se tornando cada vez mais conscientes da necessidade de fortalecer defesas cibernéticas. Entre as prioridades para os próximos anos, destacou-se a proteção de dados e a conformidade regulatória, com 70% reconhecendo tais áreas como os principais pontos de atenção. “Isso reflete uma mudança de mentalidade, na qual a segurança digital não é mais vista como um custo, mas como um investimento importante para a continuidade dos negócios”, conclui o relatório.




Além da proteção de dados, as startups também pretendem investir em ferramentas de Inteligência Artificial (45%) e segurança em nuvem pública (28%). "Para as startups, a nuvem não é apenas uma solução tecnológica, mas uma ponta estratégica que possibilita a inovação segura e ágil, essencial para a competitividade no mercado", avalia Claudio Baumann, diretor geral da LATAM da Akamai Technologies.



Desafios


Ante aos dados levantados, a pesquisa identificou que a principal barreira para a implementação de um plano de ação de cibersegurança e proteção de dados nas startups é o alto custo envolvido no desenvolvimento, implementação e manutenção, apontado por 51% dos respondentes. Além disso, 24% destacaram a falta de expertise e recursos em cibersegurança como um obstáculo, enquanto 21% citaram a expertise interna limitada em proteção de dados.


Os dados levantados mostram que, atualmente, 29% das startups investem menos de 1% de seu orçamento em cibersegurança e proteção de dados. Ainda que esse valor possa ser suficiente para algumas operações, a rápida evolução e sofisticação dos ataques cibernéticos exigem uma abordagem mais robusta e completa em segurança digital. “Tratar esse tema como uma necessidade essencial e integrá-la à estratégia de negócios pode ajudar a fortalecer a resiliência das startups. Nesse sentido, estabelecer parcerias com provedores especializados e adotar soluções em nuvem são alternativas viáveis para maximizar a proteção dentro de limites financeiros”, explica Baumann.


Apesar disso, a conscientização sobre a importância dessas áreas para o sucesso a longo prazo está em crescimento. Ao fortalecer suas estratégias de proteção de informações e adotar soluções inovadoras, elas não apenas garantem a sustentabilidade de suas operações, como aumentam sua competitividade no cenário global, conclui a pesquisa.


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